{"id":1019,"date":"2026-08-13T14:51:04","date_gmt":"2026-08-13T17:51:04","guid":{"rendered":"https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/?p=1019"},"modified":"2026-08-13T14:51:04","modified_gmt":"2026-08-13T17:51:04","slug":"milet-made-of-glass-a-beleza-de-ser-feita-de-algo-que-pode-quebrar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/index.php\/2026\/08\/13\/milet-made-of-glass-a-beleza-de-ser-feita-de-algo-que-pode-quebrar\/","title":{"rendered":"milet \u2014 Made of Glass: a beleza de ser feita de algo que pode quebrar"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"819\" height=\"1024\" src=\"https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-3-819x1024.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-1022\" srcset=\"https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-3-819x1024.png 819w, https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-3-240x300.png 240w, https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-3-768x960.png 768w, https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-3-864x1080.png 864w, https:\/\/shinkansenotaku.com.br\/wp-content\/uploads\/2026\/08\/image-3.png 1200w\" sizes=\"(max-width: 819px) 100vw, 819px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para falar de <a href=\"https:\/\/www.milet.jp\/MadeofGlass\/\" data-type=\"link\" data-id=\"https:\/\/www.milet.jp\/MadeofGlass\/\"><em>Made of Glass<\/em>,<\/a> \u00e9 preciso primeiro falar de <strong>milet<\/strong> \u2014 e talvez seja dif\u00edcil apresentar uma artista como ela sem falar daquilo que sua voz provoca.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">milet \u00e9 uma cantora e compositora japonesa que iniciou sua carreira em 2018 e ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional em 2019, com o EP <em>inside you<\/em>. No ano seguinte, lan\u00e7ou seu primeiro \u00e1lbum de est\u00fadio, <em>eyes<\/em>, que alcan\u00e7ou o primeiro lugar nas paradas de \u00e1lbuns da Oricon e da Billboard Japan. Mas reduzir milet ao sucesso de seus discos seria pouco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ao longo dos anos, sua voz passou a ocupar um lugar muito particular na m\u00fasica japonesa: <strong>entre o \u00edntimo e o cinematogr\u00e1fico<\/strong>. Ela se tornou conhecida tamb\u00e9m por transformar m\u00fasicas para animes, filmes e dramas em experi\u00eancias que parecem ultrapassar a pr\u00f3pria obra para a qual foram compostas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Foi sua voz que acompanhou, por exemplo, <strong>\u201cAnytime Anywhere\u201d<\/strong>, encerramento de <em>Frieren: Beyond Journey&#8217;s End<\/em>, uma m\u00fasica que se tornou especialmente marcante por traduzir em poucos minutos temas como dist\u00e2ncia, mem\u00f3ria, despedida e a perman\u00eancia das pessoas que amamos. Em 2026, ela voltou ao universo de <em>Frieren<\/em> com <strong>\u201cThe Story of Us\u201d<\/strong>, encerramento da segunda temporada.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez seja justamente a\u00ed que esteja o encanto de milet. Ela n\u00e3o parece cantar apenas <strong>sobre<\/strong> sentimentos. Ela canta como se estivesse <strong>dentro deles<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 algo de vulner\u00e1vel e, ao mesmo tempo, poderoso em sua interpreta\u00e7\u00e3o. Sua voz consegue soar enorme sem perder a intimidade , como se uma mesma pessoa pudesse estar diante de uma multid\u00e3o e, ainda assim, cantar diretamente para algu\u00e9m que est\u00e1 ouvindo sozinho no quarto.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Sua m\u00fasica frequentemente passeia por sentimentos que n\u00e3o s\u00e3o f\u00e1ceis de organizar: saudade, amor, medo, solid\u00e3o, esperan\u00e7a, despedidas e aquela estranha vontade de continuar mesmo quando alguma parte de n\u00f3s ainda gostaria de ficar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E depois de <em>eyes<\/em>, <em>visions<\/em> e <em>5am<\/em>, milet chega agora a uma nova etapa de sua trajet\u00f3ria com <strong><em>Made of Glass<\/em><\/strong>, seu quarto \u00e1lbum de est\u00fadio, previsto para 19 de agosto de 2026.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E \u00e9 justamente aqui que a hist\u00f3ria fica ainda mais interessante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque milet escolheu chamar esse novo cap\u00edtulo de <strong>\u201cMade of Glass\u201d \u2014 feita de vidro<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, segundo a pr\u00f3pria artista, esse vidro representa algo que pode ser transparente e luminoso, mas tamb\u00e9m afiado, delicado e quebr\u00e1vel. Ela fala sobre querer continuar refletindo a luz mesmo sendo fr\u00e1gil, e sobre transformar at\u00e9 suas rachaduras e feridas em m\u00fasica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a partir dessa ideia que <em>Made of Glass<\/em> come\u00e7a a fazer sentido.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>N\u00e3o como um \u00e1lbum sobre algu\u00e9m que deixou de quebrar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas sobre algu\u00e9m que descobriu que <strong>at\u00e9 aquilo que quebra pode continuar refletindo luz.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Existe algo particularmente interessante na trajet\u00f3ria de milet: ela nunca precisou escolher entre parecer <strong>forte<\/strong> e admitir que \u00e9 <strong>fr\u00e1gil<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Desde <em>inside you<\/em>, sua voz parece habitar justamente esse lugar contradit\u00f3rio. H\u00e1 peso, sombra, uma esp\u00e9cie de melancolia quase f\u00edsica, mas tamb\u00e9m existe uma luminosidade muito particular em suas m\u00fasicas. milet canta como quem conhece a noite ,mas n\u00e3o necessariamente como quem deseja permanecer nela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez seja por isso que <strong><em>Made of Glass<\/em><\/strong> seja um t\u00edtulo t\u00e3o preciso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vidro \u00e9 resistente, mas pode quebrar. \u00c9 transparente, mas pode refletir uma imagem que n\u00e3o corresponde exatamente ao que existe do outro lado. Pode ser delicado e, ao mesmo tempo, cortante. E essa dualidade parece atravessar o \u00e1lbum.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de aproximadamente tr\u00eas anos desde <em>5am<\/em>, milet retorna com um trabalho de <strong>16 faixas<\/strong>, reunindo m\u00fasicas j\u00e1 conhecidas e oito grava\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas. Entre elas est\u00e3o <em>Hurricane<\/em>, <em>Golden Ember<\/em>, <em>The Story of Us<\/em>, <em>Sunny<\/em>, <em>I still<\/em>, <em>Wings<\/em>, <em>hanataba<\/em>, <em>Bluer<\/em>, <em>\u6d77\u539f<\/em>, <em>Anytime Anywhere<\/em>, <em>hanare banare<\/em>, <em>Happily<\/em>, <em>Higher<\/em>, <em>Masterpiece<\/em>, <em>Christmas Eve<\/em> e <em>Perfect blue<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E o mais interessante \u00e9 observar <strong>como essas m\u00fasicas parecem conversar entre si<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O \u00e1lbum come\u00e7a como uma tempestade<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"milet\u300cHurricane\u300dLyric Video\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LHoAF3vL8cI?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cHurricane\u201d<\/strong> abre o disco.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E eu acho essa escolha extremamente simb\u00f3lica.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um furac\u00e3o n\u00e3o \u00e9 apenas destrui\u00e7\u00e3o. \u00c9 movimento. \u00c9 aquilo que chega sem pedir licen\u00e7a e reorganiza tudo ao redor.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de um intervalo t\u00e3o grande entre \u00e1lbuns, come\u00e7ar <em>Made of Glass<\/em> com uma faixa chamada <em>Hurricane<\/em> parece quase uma declara\u00e7\u00e3o:<em>eu voltei, mas n\u00e3o sou exatamente a mesma pessoa que saiu daqui.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ent\u00e3o vem <strong>\u201cGolden Ember\u201d<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se <em>Hurricane<\/em> \u00e9 a for\u00e7a que desorganiza, <em>Golden Ember<\/em> parece representar aquilo que permanece depois do inc\u00eandio: <strong>a brasa<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 mais a chama gigantesca. \u00c9 o que continua quente quando aparentemente tudo acabou. Essa combina\u00e7\u00e3o j\u00e1 estabelece uma tens\u00e3o muito bonita entre destrui\u00e7\u00e3o e perman\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cThe Story of Us\u201d: talvez o cora\u00e7\u00e3o emocional do \u00e1lbum<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"milet\u300cThe Story of Us\u300dMUSIC VIDEO (TV\u30a2\u30cb\u30e1\u300e\u846c\u9001\u306e\u30d5\u30ea\u30fc\u30ec\u30f3\u300f\u7b2c\uff12\u671f\u30a8\u30f3\u30c7\u30a3\u30f3\u30b0\u30c6\u30fc\u30de)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_1NbGbYG4qg?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ent\u00e3o chegamos a <strong>\u201cThe Story of Us\u201d<\/strong>, que ocupa a terceira posi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica \u00e9 tema de encerramento da segunda temporada de <em>Frieren: Beyond Journey&#8217;s End<\/em> e, dentro do contexto do \u00e1lbum, ganha uma dimens\u00e3o ainda maior. Porque <em>The Story of Us<\/em> n\u00e3o parece falar apenas sobre uma hist\u00f3ria de amor. Ela fala sobre <strong>aquilo que duas pessoas deixam uma na outra depois que o tempo passa<\/strong>. E isso conversa perfeitamente com a pr\u00f3pria carreira da milet.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">H\u00e1 algo muito bonito em perceber que, depois de tantos anos, tantas trilhas sonoras, tantos personagens e hist\u00f3rias que passaram pela voz dela, ela chega a um \u00e1lbum que parece perguntar: <strong>\u201cE qual \u00e9 a nossa hist\u00f3ria?\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Artista e p\u00fablico. Passado e presente. A pessoa que milet era e a mulher que ela se tornou.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">E ent\u00e3o chega \u201cSunny\u201d<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"TV\u30a2\u30cb\u30e1\u300e\u3075\u3064\u3064\u304b\u306a\u60aa\u5973\u3067\u306f\u3054\u3056\u3044\u307e\u3059\u304c \uff5e\u96db\u5bae\u8776\u9f20\u3068\u308a\u304b\u3048\u4f1d\uff5e\u300f\u30ce\u30f3\u30af\u30ec\u30b8\u30c3\u30c8\u30aa\u30fc\u30d7\u30cb\u30f3\u30b0\u30e0\u30fc\u30d3\u30fc\uff0f\u30aa\u30fc\u30d7\u30cb\u30f3\u30b0\u30c6\u30fc\u30de\uff1amilet\u300cSunny\u300d\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LshSTzPWdLk?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se <em>The Story of Us<\/em> olha para aquilo que permanece, <strong>\u201cSunny\u201d olha para aquilo que come\u00e7a.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A m\u00fasica foi lan\u00e7ada como abertura do anime <em>Futsutsuka na Akujo de wa Gozaimasu: ~Hinamiyaku Chouso Torikae Den~<\/em> e entrou no \u00e1lbum como uma das novidades.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E existe uma ironia deliciosa aqui: <strong>um \u00e1lbum chamado <em>Made of Glass<\/em> cont\u00e9m uma m\u00fasica chamada <em>Sunny<\/em>.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Vidro precisa de luz para revelar sua beleza. Quando a luz bate, ele reflete, atravessa, distorce, cria cores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Talvez <em>Sunny<\/em> seja justamente isso dentro do disco: <strong>a luz atravessando uma pessoa que continua sendo fr\u00e1gil.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o \u00e9 felicidade ing\u00eanua. \u00c9 luminosidade depois de ter conhecido a escurid\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201cI still\u201d e a perman\u00eancia do que n\u00e3o conseguimos abandonar<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"milet\u300cI still\u300dMusic Video(\u6620\u753b\u300e\u77e5\u3089\u306a\u3044\u30ab\u30ce\u30b8\u30e7\u300f\u4e3b\u984c\u6b4c)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/r5XGepExNQ8?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois vem <strong>\u201cI still\u201d<\/strong>, tema do filme <em>Shiranai Kanojo<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E poucas express\u00f5es s\u00e3o t\u00e3o simples e devastadoras quanto: <strong>I still.<\/strong> Eu ainda. Ainda sinto. Ainda lembro. Ainda amo. Ainda d\u00f3i. Ainda estou aqui.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A for\u00e7a dessa m\u00fasica est\u00e1 justamente no que n\u00e3o \u00e9 dito. Porque algumas das nossas maiores hist\u00f3rias n\u00e3o terminam quando algu\u00e9m vai embora. Elas continuam existindo dentro da gente. E isso combina demais com a est\u00e9tica emocional da milet: ela frequentemente n\u00e3o transforma a dor em espet\u00e1culo. Ela simplesmente <strong>permite que ela exista<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Wings\u201d: liberdade sem esquecer o peso<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Wings-milet\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M03o9PMfY04?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>\u201cWings\u201d<\/strong> tamb\u00e9m entra nessa sequ\u00eancia. A m\u00fasica foi utilizada em uma campanha da Idemitsu Kosan.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E acho interessante coloc\u00e1-la ao lado das outras. Porque <em>wings<\/em> significa asas. Mas asas n\u00e3o significam necessariamente escapar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c0s vezes significam <strong>aprender a carregar o pr\u00f3prio peso de uma maneira diferente<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 uma imagem recorrente na arte: querer voar quando, na verdade, o que desejamos \u00e9 deixar de sentir que estamos presos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez esse seja um dos grandes temas de <em>Made of Glass<\/em>: <strong>n\u00e3o se tornar indestrut\u00edvel,  aprender a continuar mesmo sabendo que pode quebrar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">\u201chanataba\u201d: flores para aquilo que n\u00e3o pode ser salvo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"milet\u300chanataba\u300dMUSIC VIDEO(TBS\u7cfb \u65e5\u66dc\u5287\u5834\u300c\u30a2\u30f3\u30c1\u30d2\u30fc\u30ed\u30fc\u300d\u4e3b\u984c\u6b4c)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/_Sj2hunOGow?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ent\u00e3o temos <strong>\u201chanataba\u201d<\/strong>, uma das m\u00fasicas mais emocionalmente poderosas da fase recente da milet e tema do drama <em>Antihero<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Hanataba<\/em> significa <strong>buqu\u00ea<\/strong>. E existe algo profundamente japon\u00eas nessa imagem. Flores podem representar celebra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas tamb\u00e9m despedida. Podem ser oferecidas a algu\u00e9m que amamos. E tamb\u00e9m podem ser colocadas diante de uma aus\u00eancia.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Um buqu\u00ea \u00e9 bonito justamente porque \u00e9 tempor\u00e1rio. As flores v\u00e3o morrer. E ainda assim n\u00f3s as oferecemos. Talvez seja uma das melhores met\u00e1foras para o \u00e1lbum inteiro : <strong>Saber que algo \u00e9 passageiro n\u00e3o torna aquilo menos digno de ser amado.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Bluer\u201d e \u201c\u6d77\u539f\u201d: o mar como espa\u00e7o de transforma\u00e7\u00e3o<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"milet\u300cBluer\u300dMUSIC VIDEO (\u795e\u6238\u9808\u78e8\u30b7\u30fc\u30ef\u30fc\u30eb\u30c9 \u516c\u5f0f\u30c6\u30fc\u30de\u30bd\u30f3\u30b0)\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4Wl5p3BNM2w?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois aparece <strong>\u201cBluer\u201d<\/strong>, tema oficial do <strong>Kobe Suma Sea World<\/strong>, seguida por <strong>\u201c\u6d77\u539f\u201d (Unabara)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E aqui o \u00e1lbum parece come\u00e7ar a respirar.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Se as primeiras m\u00fasicas trabalham com tempestade, mem\u00f3ria e fragilidade, o mar surge como uma esp\u00e9cie de territ\u00f3rio intermedi\u00e1rio. O mar nunca est\u00e1 parado. Ele parece infinito. Ele engole coisas. Devolve outras. Apaga pegadas. E continua existindo. \u00c9 uma imagem perfeita para um \u00e1lbum sobre transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Anytime Anywhere\u201d: talvez uma das maiores chaves do disco<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Milet - Anytime, Anywhere - Letra e Tradu\u00e7\u00e3o - Frieren: Beyond Journey&amp;apos;s End\" width=\"500\" height=\"281\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/1y04cMAFmDs?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E ent\u00e3o chega <strong>\u201cAnytime Anywhere\u201d<\/strong>, uma das m\u00fasicas mais importantes da carreira recente de milet e encerramento da primeira temporada de <em>Frieren<\/em>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Essa m\u00fasica sempre carregou uma ideia muito forte de presen\u00e7a apesar da dist\u00e2ncia. <strong>A pessoa pode n\u00e3o estar mais ao nosso lado, mas aquilo que vivemos com ela continua existindo.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E coloc\u00e1-la na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o \u00e9 interessante. N\u00e3o no come\u00e7o. N\u00e3o no final. No meio.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Como se o \u00e1lbum dissesse: &#8220;antes de seguir em frente, voc\u00ea precisa aceitar que algumas pessoas continuam fazendo parte da sua hist\u00f3ria mesmo quando j\u00e1 n\u00e3o fazem parte da sua vida.&#8221; E isso \u00e9 uma ideia extremamente <em>Frieren<\/em>, mas tamb\u00e9m extremamente humana.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">E depois v\u00eam as in\u00e9ditas<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 aqui que <em>Made of Glass<\/em> fica particularmente interessante.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Depois de m\u00fasicas que o p\u00fablico j\u00e1 conhece, aparecem <strong>\u201chanare banare\u201d, \u201cHappily\u201d, \u201cMasterpiece\u201d, \u201cChristmas Eve\u201d e \u201cPerfect blue\u201d<\/strong>, entre outras faixas novas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E eu gosto muito da decis\u00e3o de n\u00e3o fazer o \u00e1lbum parecer simplesmente uma colet\u00e2nea de singles.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Porque o desafio de um disco como esse \u00e9 justamente transformar m\u00fasicas que nasceram em contextos diferentes \u2014 anime, cinema, televis\u00e3o, publicidade \u2014 em <strong>uma \u00fanica narrativa<\/strong>. E <em>Made of Glass<\/em> parece tentar fazer exatamente isso.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">N\u00e3o contar uma hist\u00f3ria linear. Mas construir uma <strong>paisagem emocional<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">O que mais me chama aten\u00e7\u00e3o em <em>Made of Glass<\/em><\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A milet de <em>inside you<\/em> parecia cantar muito sobre <strong>estar perdida dentro de si mesma<\/strong>. A milet de <em>5am<\/em> parecia observar a madrugada como um lugar onde sentimentos contradit\u00f3rios podiam coexistir. E agora, em <em>Made of Glass<\/em>, existe a sensa\u00e7\u00e3o de algu\u00e9m que <strong>j\u00e1 atravessou algumas dessas noites<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Ela n\u00e3o parece estar dizendo: &#8220;Eu deixei de ser fr\u00e1gil.\u201d Parece dizer: <strong>\u201cEu descobri que n\u00e3o preciso deixar de ser fr\u00e1gil para continuar.\u201d<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E isso \u00e9 muito mais interessante. Porque existe uma obsess\u00e3o cultural pela ideia de resili\u00eancia. Precisamos ser fortes. Precisamos superar. Precisamos seguir em frente. Precisamos transformar nossas cicatrizes em hist\u00f3rias bonitas.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas e se n\u00e3o? E se algumas cicatrizes continuarem doendo? E se algumas pessoas ainda fizerem falta? E se ainda houver medo?<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E se a gente puder ser feita de vidro e, mesmo assim, <strong>continuar de p\u00e9?<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u00c9 a\u00ed que o t\u00edtulo do \u00e1lbum se torna quase uma filosofia.<\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Minha leitura do \u00e1lbum<\/h1>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Made of Glass<\/em> parece ser menos sobre <strong>fragilidade<\/strong> do que sobre <strong>aceita\u00e7\u00e3o da fragilidade<\/strong>. \u00c9 um \u00e1lbum sobre continuar amando mesmo sabendo que o amor pode acabar. Continuar seguindo mesmo sabendo que podemos nos perder. Continuar criando mesmo depois de duvidar de n\u00f3s mesmos. Continuar vivendo sabendo que tudo \u00e9 tempor\u00e1rio. E talvez seja exatamente por isso que a imagem do vidro seja t\u00e3o bonita. Porque o vidro n\u00e3o \u00e9 apenas algo que quebra. <strong>\u00c9 algo que deixa a luz passar.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E talvez essa seja a grande diferen\u00e7a entre a milet de alguns anos atr\u00e1s e a milet que chega agora. Ela n\u00e3o parece querer esconder as rachaduras. Ela parece querer <strong>ver o que acontece quando a luz atravessa elas.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em>Made of Glass<\/em> ainda nem chegou oficialmente ,seu lan\u00e7amento est\u00e1 marcado para <strong>19 de agosto<\/strong> , mas a hist\u00f3ria que as faixas j\u00e1 apresentadas est\u00e3o construindo promete ser um dos trabalhos mais interessantes da carreira dela.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">E, se o \u00e1lbum cumprir o que esse conceito promete, talvez n\u00e3o seja um disco sobre <strong>quebrar<\/strong>. Talvez seja sobre descobrir que: <strong>algumas coisas quebradas n\u00e3o precisam ser jogadas fora.<\/strong> \u00c0s vezes, basta coloc\u00e1-las diante da luz. E observar o que elas refletem.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Para falar de Made of Glass, \u00e9 preciso primeiro falar de milet \u2014 e talvez seja dif\u00edcil apresentar uma artista como ela sem falar daquilo que sua voz provoca. milet \u00e9 uma cantora e compositora japonesa que iniciou sua carreira em 2018 e ganhou proje\u00e7\u00e3o nacional em 2019, com o EP inside you. 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