Orgulho Nerd João Pessoa 2025: três dias de celebração geek no coração da Paraíba

Entre os dias 29 e 31 de outubro, o Espaço Cultural José Lins do Rêgo, em João Pessoa, foi palco de um dos eventos mais vibrantes do calendário geek nacional : O Orgulho Nerd, que reuniu milhares de fãs para celebrar tudo que envolve o universo nerd: de games a quadrinhos, de cosplay a K-pop, de batalhas de rima a danças urbanas.

Como redatora e criadora de conteúdo, tive o privilégio de cobrir o evento como imprensa — e posso afirmar com convicção: foi uma experiência intensa, diversa e absolutamente contagiante. Um detalhe que me tocou profundamente no Orgulho Nerd JP 2025 foi o cuidado com as credenciais. Não era apenas um crachá — era um gesto. Cada credencial parecia pensada com afeto, com cores vibrantes, identidade visual caprichada e até mensagens personalizadas. Ela veio acompanhada de um envelope, certificado e até pequenos mimos que mostravam o carinho da equipe com cada participante. Foi mais do que organização: foi atenção aos detalhes, respeito ao trabalho de quem estava ali para cobrir, viver e compartilhar o evento. E isso, pra mim, diz muito sobre o coração por trás da produção. Porque quando até o crachá te faz sorrir, você sabe que está no lugar certo.

Cultura Geek em todas as formas

A programação foi extensa e democrática. O evento ofereceu, entre outras coisas:

  • Área gamer com a produção independente nas categorias Jogos Digitais, Boardgames e CardGames
  • Painel com dublador que compartilhou bastidores e reflexões sobre o universo da dublagem
  • Feira geek com estandes de quadrinhos, action figures, camisetas, acessórios, livros, artes autorais e colecionáveis — um verdadeiro paraíso para fãs e colecionadores.

A curadoria foi pensada para abraçar todos os públicos, com atividades simultâneas que iam do lúdico ao técnico, do nostálgico ao futurista.

Danças urbanas e batalhas de rima: o ritmo da periferia no centro do evento

Um dos grandes acertos desta edição foi a valorização da cultura urbana. O palco de danças urbanas foi um espetáculo à parte, com apresentações de breaking, hip hop, popping e freestyle que arrancaram aplausos e gritos da plateia. Artistas mostraram que o corpo também é narrativa — e que o street dance tem lugar garantido no universo nerd.

As batalhas de rima incendiaram o público. Com MCs afiados e versos que misturavam crítica social, humor e referências geek, os duelos foram um dos pontos mais animados do evento. A plateia participou ativamente, vibrando a cada punchline e coroando o vencedor com entusiasmo.

Palco K-pop: coreografias, fandom e emoção

O palco K-pop foi um dos mais disputados. Coreografias impecáveis, figurinos detalhados e uma energia contagiante. O público — formado por fãs apaixonados — cantava junto, vibrava a cada entrada e celebrava a cultura coreana com respeito e empolgação.

Além das apresentações, houve momentos de interação com o público, que tornaram o espaço ainda mais dinâmico. Como imprensa, foi emocionante ver a força e a organização das fanbases, que transformaram o palco em um verdadeiro festival.

Para ilustrar a energia contagiante do palco K-pop no primeiro dia do evento, utilizei o vídeo publicado pelo canal AnimeSun, com filmagem de Alexsandro Pereira. O conteúdo, disponível no YouTube, captura com sensibilidade e precisão os momentos mais vibrantes das apresentações

Agradeço ao criador por compartilhar esse material com tanto cuidado e peço que, assim como eu, todos respeitem os créditos e a autoria.

Cosplay, representatividade e pertencimento

O desfile de cosplay foi um espetáculo visual. Personagens de todas as franquias — de animes a games, de filmes a HQs — tomaram conta do pavilhão. A criatividade e o cuidado com os detalhes impressionaram, e a interação entre cosplayers e visitantes foi calorosa e acolhedora.

A diversidade de estilos, materiais e interpretações foi impressionante. Havia cosplays meticulosamente produzidos com tecidos nobres, armaduras artesanais, maquiagem profissional e até efeitos luminosos. Mas também havia aqueles feitos com criatividade e improviso, que mostravam que o amor pelo personagem supera qualquer limitação técnica. E isso, por si só, já é um retrato da essência do evento: inclusão, paixão e liberdade de expressão.

Mais do que uma competição, o desfile foi uma celebração coletiva. Cosplayers interagiam com o público, posavam para fotos, trocavam dicas e histórias. A representatividade também brilhou forte. Vimos corpos diversos, identidades plurais e narrativas únicas sendo exaltadas no palco e nos corredores. Pessoas LGBTQIA+, negras, indígenas e periféricas mostraram que o universo nerd é — e deve ser — para todos. E o evento abraçou essa pluralidade com respeito e entusiasmo.

A voz por trás dos heróis e anti-heróis

Durante o evento, um dos momentos mais especiais foi acompanhar a participação de Dláigelles, dublador que dá vida a personagens icônicos em diferentes universos. Com uma presença carismática e uma trajetória impressionante, ele é a voz de Inosuke Hashibira em Demon Slayer, Reiner Braun em Attack on Titan, M’Baku em Pantera Negra, Helmeppo em One Piece, e Gota D’Água em Elementos, entre muitos outros.

Sua fala no evento foi marcada por leveza, humor e uma conexão genuína com o público. Dláigelles compartilhou bastidores da dublagem, curiosidades sobre os personagens e reflexões sobre a importância da representatividade na voz — especialmente em produções que atravessam gerações.

Feirinha Geek: onde o universo nerd vira vitrine

A Feirinha Geek foi um dos espaços mais pulsantes do evento. Repleta de estandes coloridos e criativos, ela reunia desde artistas independentes com ilustrações autorais até colecionadores vendendo action figures raras, camisetas temáticas, acessórios, livros, chaveiros e itens personalizados. Era impossível não se perder entre os corredores — cada mesa contava uma história, cada produto carregava uma paixão. Como imprensa, pude conversar com expositores que vieram de várias partes do estado ,todos com o mesmo brilho nos olhos: o de quem vive e respira cultura. Mais do que uma feira, era um ponto de encontro entre criadores e fãs, onde o consumo se misturava com afeto e troca.

Minha experiência como imprensa

Bastidores: entre tanques e tropeços

preciso abrir um parêntese para um momento digno de um anime de comédia — protagonizado por mim mesma. No primeiro dia do Orgulho Nerd JP, enquanto me dirigia ao palco para tirar fotos, acabei protagonizando uma cena digna de “slice of life”: confundi um dos tanques de água do Espaço Cultural com o chão e… sim, fui direto pra dentro.

Nada grave, só um susto molhado e algumas risadas depois. Como uma paraibaninha desastrada pelo mundo, posso dizer que comecei o evento literalmente mergulhando — e com estilo. Se cobrir evento é viver a experiência, então eu vivi até demais.

A cobertura foi fluida e bem organizada : Pude conversar com expositores, registrar momentos únicos e acompanhar de perto o impacto do evento no público.

Conclusão

O Orgulho Nerd João Pessoa 2025 foi mais do que um evento: foi um manifesto de criatividade, inclusão e paixão. Um espaço onde o nerd, o artista, o fã e o curioso puderam coexistir, aprender e se expressar. Que venham as próximas edições — maiores, mais ousadas e ainda mais diversas.

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