
Direto do Centro de Convenções de Campina Grande, o Imagineland On The Road 2025 encerrou sua edição com chave de ouro neste domingo (26), trazendo ao palco um dos nomes mais esperados: Daniel Gillies, astro de “The Vampire Diaries” e “The Originals”. A coletiva de imprensa e o painel com o ator foram marcados por emoção, humor e revelações sobre sua trajetória artística e pessoal.
Gillies chegou à sala de imprensa com um sorriso discreto e uma postura elegante. Ao ser questionado sobre o impacto de seus personagens Elijah Mikaelson e Dr. Joel Goran, ele refletiu sobre como esses papéis moldaram sua visão sobre vulnerabilidade e força. “Elijah é um homem de honra, mas também de dor. Interpretá-lo foi como carregar um peso nobre”, disse o ator.
Durante a coletiva, Gillies revelou um dos seus maiores medos: ser eternamente lembrado apenas pelo personagem que o consagrou. “Vou ser muito vulnerável com vocês. Esse é um grande medo meu. Quando você é associado a algo muito icônico, isso assusta. Quando eu era criança, lembro de ouvir que o Tom Selleck ia fazer o Indiana Jones, mas não conseguiu porque já fazia Magnum P.I.. Ele fez várias outras coisas, mas, para o resto da carreira, todos o lembravam como o Magnum. Isso me assusta de verdade”, confessou.
Aos 49 anos, o ator compartilhou que seu foco agora é a direção e a escrita de projetos autorais. Ele destacou o filme Coming Home in the Dark (2021), gravado na Nova Zelândia com orçamento modesto, como um divisor de águas em sua trajetória. “Fiquei aliviado quando fiz esse filme, que é, sinceramente, o melhor trabalho que já fiz. Nós filmamos sem dinheiro, no meio da noite, na Nova Zelândia, e ele foi muito bem em festivais. O diretor acabou de rodar um filme com o Robert De Niro, e estamos tentando desenvolver outro projeto juntos. Essa é a grande luta, fazer algo diferente”, afirmou.
Gillies revelou planos para uma coprodução entre Chile e Estados Unidos e reforçou que seu objetivo é contar histórias com autenticidade. “O mais importante para mim hoje é dirigir e escrever meu próprio trabalho, porque é onde realmente posso dizer o que quero. É o primeiro passo para deixar de ser apenas o Elijah”, disse. Ele também falou sobre sua relação com os fãs brasileiros: “Vocês têm uma energia única. É como se cada abraço fosse uma declaração de amor à arte.”
Durante a entrevista, Daniel Gillies refletiu sobre o impacto inesperado da pandemia na popularidade de seu trabalho. “Eu realmente acho que o vírus da Covid nos ajudou tremendamente. Para ser bem honesto, muitos dos nossos fãs originais estavam ficando mais velhos, e então veio a geração Z. Quando a pandemia chegou, eles começaram a maratonar muita televisão. E ao fazer isso, reacenderam todo um novo caso de amor com o programa. Não é que o público estivesse diminuindo, mas ele estava envelhecendo em 2018, 2019. De repente, veio essa energia nova enorme. Fico muito feliz por isso”, disse o ator, visivelmente empolgado com a renovação do público.
Painel: bastidores, curiosidades e conexão com o público
No painel principal, Gillies compartilhou histórias dos bastidores de “The Originals”, respondeu perguntas dos fãs, falou sobre seus projetos futuros e até comentou sobre seu interesse em dirigir mais produções independentes. “A arte precisa de liberdade. Dirigir me dá isso”, afirmou.
Trajetória: de Nova Zelândia para o mundo
Daniel Gillies nasceu em Winnipeg, Canadá, mas foi criado na Nova Zelândia. Começou sua carreira em produções locais antes de ganhar destaque internacional como John Jameson em “Homem-Aranha 2” (2004). Seu grande salto veio com o papel de Elijah Mikaelson em “The Vampire Diaries” e posteriormente em “The Originals”, onde se tornou um dos personagens mais queridos da franquia.
Além de atuar, Gillies também é roteirista e diretor. Em 2012, escreveu e dirigiu o filme “Broken Kingdom”, mostrando seu talento multifacetado. Ele é conhecido por sua profundidade emocional nos papéis, carisma fora das telas e engajamento com causas sociais.

No responses yet