Baek Se-hee, autora sul-coreana de best-seller sobre saúde mental, morre aos 35 anos. Sua obra e legado continuam a inspirar leitores em todo o mundo.

Pessoa ao ar livre usando gorro rosa claro, jaqueta branca e luva amarela com desenho de personagem. Faz gesto de paz com a mão. Céu azul, árvores e construções ao fundo. Atmosfera alegre e ensolarada.

A literatura sul-coreana perdeu uma de suas vozes mais sensíveis e impactantes. Baek Se-hee, autora do best-seller “Queria morrer, mas no céu não tem tteokbokki”, faleceu aos 35 anos, conforme comunicado oficial da Agência Coreana de Doação de Órgãos divulgado em 16 de outubro de 2025.

A causa da morte não foi revelada, mas o gesto final da escritora emocionou o país: Baek doou seus órgãos e salvou cinco vidas, segundo a agência responsável. A notícia gerou comoção entre leitores, profissionais da saúde mental e admiradores da autora, cuja obra se tornou referência ao abordar com honestidade temas como depressão, ansiedade e o cotidiano de quem convive com transtornos psicológicos.

Baek Se-hee nasceu em Seul e se formou em Escrita Criativa. Em 2015, foi diagnosticada com depressão e transtorno de ansiedade — experiências que se tornaram a base de seu livro, publicado em 2018. A obra, que mistura memórias pessoais e diálogos com seu psiquiatra, conquistou milhões de leitores por sua abordagem íntima e acessível sobre saúde mental. O título, que faz referência ao prato típico sul-coreano tteokbokki, simboliza o paradoxo entre o desejo de desaparecer e o prazer nas pequenas coisas da vida.

“Queria morrer, mas no céu não tem tteokbokki” foi traduzido para diversos idiomas e se tornou um fenômeno editorial, especialmente entre jovens adultos que se viram refletidos nas páginas da autora. Baek não apenas escreveu sobre dor, mas também sobre resistência, afeto e a busca por sentido em meio ao caos emocional.

A morte da escritora reacende debates sobre o cuidado com a saúde mental na Coreia do Sul, país que enfrenta altos índices de depressão e suicídio, especialmente entre jovens. Sua obra permanece como um farol para quem busca compreender e enfrentar esses desafios.

Como admiradora da literatura que transforma, registro aqui não apenas a partida de uma autora, mas o legado de uma mulher que ousou escrever sobre o que muitos preferem silenciar. Que sua coragem continue inspirando leitores a buscar ajuda, a falar sobre o que sentem e a encontrar beleza, mesmo nos dias mais difíceis.

Baek Se-hee se despede do mundo como viveu: com generosidade, profundidade e impacto. Que sua memória seja eterna nas páginas que escreveu e nos corações que tocou.

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